Entenda de uma vez se a estenose de JUP é grave em crianças

Estenose de JUP é grave em crianças? Entenda quando exige atenção

O diagnóstico de estenose de JUP pode gerar muitas dúvidas e insegurança, principalmente quando envolve bebês e crianças. Neste cenário, uma das perguntas mais comuns entre pais e responsáveis é se a estenose de JUP é grave.

E, a verdade é que a resposta depende de diversos fatores. Entre os principais estão:

  • grau da obstrução;
  • impactos no funcionamento dos rins;
  • acompanhamento médico adequado. 

Para ajudar a encontrar um caminho com mais tranquilidade, a Dra Marilyse Fernandes se dedica há anos aos cuidados na urologia infantil, auxiliando no diagnóstico e tratamento. 

E, neste conteúdo, você entenderá o que torna a estenose de JUP uma condição que merece atenção, quando ela pode ser considerada grave e quais são as possibilidades de tratamento na urologia pediátrica. Confira!

O que é estenose de JUP?

A estenose de JUP (junção ureteropélvica) é uma condição caracterizada pelo estreitamento ou obstrução da região que liga a pelve renal ao ureter. Essa alteração dificulta o escoamento da urina do rim, podendo causar acúmulo de líquido.

A condição é mais comum em crianças e, na maioria dos casos, tem origem congênita, ou seja, está presente desde o nascimento. 

Em muitos pacientes, o alerta ocorre já durante a gestação, por meio de exames de ultrassonografia pré-natal quando identificada uma hidronefrose. Por isso, a avaliação do exame gestacional com alteração feita pelo uropediatra é indicada ainda durante o pré-natal.

Estenose de JUP é grave?

A estenose de JUP nem sempre é grave, mas pode se tornar uma condição séria se não for corretamente avaliada e acompanhada. O principal risco está relacionado ao impacto no funcionamento dos rins a longo prazo. 

Em casos leves iniciais, a obstrução pode não causar sintomas graves, mantendo a função do rim preservada. No entanto, com o tempo, em quadros moderados ou graves, a dificuldade no escoamento da urina pode levar a complicações progressivas e preocupantes. Assim, o que define a gravidade da estenose de JUP é:

  • o grau de obstrução do fluxo urinário;
  • a presença de dilatação do rim (hidronefrose);
  • a repercussão na função renal;
  • a evolução ao longo do tempo;
  • ausência de acompanhamento adequado.

Risco em crianças: quais complicações a estenose de JUP pode causar?

Quando a estenose de JUP não é acompanhada de forma correta, pode levar a consequências sérias à saúde da criança, como:

  • hipertensão arterial;
  • hidronefrose (dilatação progressiva do rim);
  • infecções urinárias de repetição;
  • cálculos renais;
  • dor abdominal ou lombar;
  • redução da função renal;
  • danos renais permanentes;
  • em casos mais graves, perda parcial ou total da função do rim afetado.

Por isso, mesmo quando a criança não apresenta sintomas, o acompanhamento com um especialista em urologia pediátrica é fundamental.

Hidronefrose

No caso da estenose de JUP com hidronefrose, o quadro ocorre quando a obstrução na junção ureteropélvica impede o escoamento correto, causando grave dilatação do rim. 

Ao levar ao acúmulo de urina, há o aumento da pressão no rim, podendo causar dano gradual ao tecido renal. Em casos mais avançados, a hidronefrose antenatal associada à estenose de JUP pode resultar em redução da função renal e, em situações extremas, a perda do rim afetado. 

O diagnóstico precoce e o acompanhamento contínuo com urologista pediátrico são fundamentais para preservar a saúde renal da criança e evitar complicações associadas. O suporte de profissional experiente faz toda a diferença na definição da conduta em cada fase do desenvolvimento infantil. 

A Dra. Marilyse Fernandes, Membro Correspondente da Society for Pediatric Urology (SPU) e afiliada à European Association of Urology (EAU), atua de forma especializada no diagnóstico, acompanhamento e tratamento da estenose de JUP em crianças, com foco na preservação da função renal e na segurança do paciente pediátrico.

Estenose de JUP em bebês é mais preocupante?

A estenose de JUP em bebê merece atenção especial, pois os rins ainda estão em fase de desenvolvimento. Em muitos desses casos, a condição é identificada ainda durante a gravidez.

Apesar disso, nem todo diagnóstico em bebê significa gravidade imediata. Muitos quadros demandam apenas acompanhamento clínico e exames periódicos. O mais importante é avaliar:

  • se a dilatação renal está aumentando;
  • se há comprometimento da função do rim;
  • se surgem infecções urinárias ou outros sintomas.

Quais são os sintomas da estenose de JUP na infância?

Os sintomas da estenose da junção ureteropélvica variam conforme a idade da criança e a gravidade da obstrução. Em muitos casos, a condição é assintomática, especialmente nos estágios iniciais. Quando presentes, os sinais mais comuns incluem:

  • dor abdominal ou lombar;
  • infecções urinárias frequentes;
  • náuseas e vômitos;
  • diminuição do ganho de peso em bebês;
  • alterações nos exames de imagem.

Quando ocorre, a dor tende a ser intensa, podendo ser confundida com outros quadros. Em alguns casos, é desencadeada após ingestão de líquidos devido à obstrução e aumento da pressão na região dos rins. Devido ao incômodo, muitas crianças também apresentam irritabilidade e recusa em comer.

É importante que os pais estejam atentos a esses sinais, pois a identificação precoce em avaliação médica reduz riscos de evolução do quadro. Assim, o acompanhamento especializado é determinante para o diagnóstico correto e definição do protocolo de tratamento mais adequado.

Como é feito o diagnóstico da estenose de JUP?

O diagnóstico da estenose de JUP envolve a avaliação clínica e exames de imagem, como:

  • ultrassonografia do trato urinário;
  • cintilografia renal, para avaliar a função dos rins;
  • outros exames complementares, conforme a necessidade.

Esses exames ajudam o especialista a determinar se a estenose é leve, moderada ou grave, além de orientar a melhor conduta.

Estenose de JUP tem tratamento?

Sim, o tratamento da estenose de JUP depende da gravidade do caso e da resposta do organismo ao longo do acompanhamento. As possibilidades incluem:

  • acompanhamento clínico, com exames periódicos, nos casos leves;
  • intervenção cirúrgica, quando há comprometimento da função renal, sintomas importantes ou piora progressiva da obstrução.

A cirurgia tem como objetivo corrigir a obstrução e restabelecer o fluxo normal da urina, preservando a função do rim.

Como é o tratamento da estenose de JUP em crianças?

Nem sempre o tratamento da estenose de JUP em crianças depende de intervenção imediata, e a conduta é sempre definida de forma individualizada pelo uropediatra.

De maneira geral, o tratamento pode ser dividido em duas abordagens principais: tratamento conservador e tratamento cirúrgico, quando necessário.

Tratamento conservador

O tratamento conservador é indicado, principalmente, para crianças que apresentam estenose de JUP leve, sem prejuízo significativo da função renal e sem sintomas importantes. Nesses casos, o acompanhamento é feito por meio de:

  • consultas regulares com uropediatra;
  • exames de imagem periódicos, como ultrassonografia;
  • avaliação da função renal ao longo do tempo.

O objetivo deste acompanhamento é monitorar a evolução da estenose, observando se há melhora espontânea, estabilidade do quadro ou sinais de progressão que indiquem a necessidade de intervenção cirúrgica. Muitas crianças evoluem bem apenas com o acompanhamento cuidadoso e leves intervenções.

Tratamento com cirurgias pediátricas

Quando a estenose de JUP provoca comprometimento da função renal, infecções urinárias recorrentes, dor ou piora progressiva da obstrução, o tratamento cirúrgico pediátrico é indicado.

A cirurgia, conhecida como pieloplastia, tem como objetivo corrigir a obstrução na junção ureteropélvica, restabelecendo o fluxo da urina. Atualmente, uma das técnicas mais modernas utilizadas na urologia pediátrica é a cirurgia robótica, que oferece benefícios, como:

  • precisão durante o procedimento;
  • menor trauma cirúrgico;
  • incisões menores;
  • recuperação mais rápida;
  • menor dor no pós-operatório.

A cirurgia robótica pediátrica é vantajosa em casos de estenose de JUP, pois permite uma correção eficaz da obstrução com alto índice de sucesso para crianças e adolescentes. O melhor é que há baixo impacto na rotina, não precisando de um longo tempo para recuperação.

A Dra Marilyse é referência em cirurgia de estenose de JUP tendo concluído a Pós-graduação em Cirurgia Robótica em Urologia pelo Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE) em 2021 e obtido certificação em Cirurgia Pediátrica Robótica pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Pediátrica em 2024. Assim, reúne formação e atualização constante no uso de técnicas minimamente invasivas para o devido cuidado urológico pediátrico.

Quando procurar um urologista pediátrico?

É indicado procurar um urologista pediátrico quando:

  • há diagnóstico pré-natal de dilatação renal;
  • a criança apresenta infecções urinárias recorrentes;
  • exames mostram hidronefrose ou alteração no fluxo urinário;
  • surgem dores ou outros sintomas persistentes.

O que diz a especialista sobre estenose de JUP?

Segundo a Dra. Marilyse Fernandes, especialista em cirurgia pediátrica, “cada criança com estenose de JUP precisa ser vista de forma única. Nem todos os pequenos precisarão de cirurgia, mas todos merecem um acompanhamento atento e cuidadoso. Quando seguimos de perto, conseguimos identificar o momento ideal de intervir — se for necessário — sempre priorizando a segurança, o bem-estar e a qualidade de vida da criança.

No meu consultório, em São Paulo, em Bauru ou por telemedicina em todo o Brasil e exterior, acolho bebês, crianças e adolescentes para uma avaliação precisa e segura, guiando cada família com clareza e tranquilidade em todas as etapas do diagnóstico e tratamento.”

— Dra. Marilyse Fernandes, CRM/SP 92676 | RQE 21334

Estenose de JUP é grave, mas tem acompanhamento e tratamento

Embora a estenose de JUP possa ser grave em alguns casos, o diagnóstico precoce e o acompanhamento adequado fazem toda a diferença no prognóstico. Com orientação, é possível preservar a função renal e contribuir com o desenvolvimento saudável da criança.

Por isso, se você recebeu esse diagnóstico ou tem dúvidas sobre o quadro, procure uma avaliação com um urologista pediátrico e verifique se a cirurgia robótica é indicada para o caso do seu filho(a).

Continue acompanhando outros conteúdos sobre a saúde urológica em crianças no Blog da Uropediatria, no qual a Dra. Marilyse Fernandes aborda com profundidade sobre estenose de JUP, hidronefrose, cirurgia robótica e muito mais.

Perguntas frequentes (FAQ)

A estenose de JUP pode piorar com o crescimento da criança?

Em alguns casos, sim. Conforme a criança cresce, alterações no fluxo urinário ou no grau de obstrução podem se tornar mais evidentes. Por isso, mesmo quadros considerados leves precisam de acompanhamento regular.

Toda estenose de JUP causa hidronefrose?

Não necessariamente. A hidronefrose ocorre quando há impacto significativo no escoamento da urina. 

A estenose de JUP pode afetar os dois rins ao mesmo tempo?

A estenose de JUP é mais comum de forma unilateral, afetando apenas um rim. No entanto, pode sim ocorrer comprometimento bilateral, o que exige monitoramento ainda mais cuidadoso para preservar a função renal.

Após a cirurgia de estenose de JUP, o problema pode voltar?

A recorrência é incomum, especialmente quando a correção cirúrgica é bem indicada e realizada por equipe especializada. Ainda assim, o acompanhamento pós-operatório é essencial.

Crianças com estenose de JUP podem praticar atividades físicas?

Na maioria dos casos, sim. Após liberação médica, crianças acompanhadas ou já tratadas para estenose de JUP costumam levar uma vida ativa e saudável, sem restrições significativas.

Como e quando ocorre a dor na estenose de JUP?

Algumas crianças só apresentam sintomas durante infecções urinárias, após ingestão maior de líquidos ou em fases de crescimento acelerado, o que reforça a importância da avaliação especializada. Nestes casos, é uma dor intensa.

A estenose de JUP pode afetar meninos e meninas?

Sim. Tanto meninos quanto meninas podem apresentar alterações desde a fase gestacional como ao longo do desenvolvimento infantil.

Compartilhe nas suas redes!

Publicado por: Dra. Marilyse Fernandes
Cirurgia Pediátrica (CRM 92676 | RQE 21334) A Dra Marilyse Fernandes é médica especialista em cirurgia pediátrica e robótica, dedicada à urologia infantil com experiência em hidronefrose congênita, malformações genitais e disfunções miccionais. Formada pela Universidade Estadual de Londrina, Doutora em Ciências da Reabilitação pela Universidade de São Paulo (USP) e Pós Graduada em Cirurgia Robótica pelo Hospital Israelita Albert Einstein.

O que Nossos Pacientes Dizem

Depoimentos de pacientes e suas famílias são a prova do nosso compromisso em oferecer um atendimento humanizado e eficaz.